Lázaro – 17/12

CONTEXTO HISTÓRICO

No contexto histórico de hoje voltamos à Palestina no tempo de Jesus caminhando com seus discipulos.

Nas suas freqüentes caminhadas para Jerusalém, Jesus costumava entrar na casa de Lázaro, Marta e Maria, para ai descansar, repousar e conversar com os amigos. O aconchego daquele lar fazia bem ao homem Jesus, cansado de tantas caminhadas, e mais cansado ainda por ter que “aturar toda uma geração incrédula e perversa”. Betânia era Lar para Jesus.

É interessante que, homenageando o santo de hoje, São Lázaro, descubramos as cansativas viagens que Jesus empreendia, indo de um lado para outro, na Palestina, para levar sua Palavra. É interessante sentir o valor da verdadeira amizade, a felicidade de ter uma casa e um abraço amigo, onde se possa buscar forças para continuidade da jornada.

O SANTO

Santo Lázaro

Lázaro morava em Betânia, cidade da Judéia próxima a Jerusalém. Mencionado nos evangelhos como amigo de Jesus, levou-o a se emocionar e chorar, um pouco antes de ressuscitá-lo. Lázaro era irmão de Marta e Maria e Jesus costumava ficar na casa deles, quando visitava Jerusalém. Entre outras, Lázaro teve essas duas grandes alegrias: teve Jesus como amigo e como hóspede em sua casa.

Baseada nessa amizade e nessa convivência tão próxima, a Igreja primitiva celebrava anualmente, na vigília do dia de Ramos, homenageando tais amigos de Jesus. Há registros no século IV do costume de uma procissão que saia de Jerusalém e percorria as três milhas que a separam de Betânia. Em Betânia os fiéis iam para a sepultura, local onde se proclamava a passagem evangélica da ressurreição de Lázaro, que se encontra no capítulo 11, do Evangelho de João.

A ressurreição de Lázaro assumiu valor simbólico e profético, como prefiguração da ressurreição de Cristo. A casa de Betânia e o túmulo foram meta de peregrinações já na primeira época do cristianismo, como refere o próprio são Jerônimo. Mais tarde, os peregrinos medievais nos informam que ao lado do túmulo de Lázaro surgiu um mosteiro construido por Carlos Magno.

Uma antiga tradição oriental conta que São Lázaro teria sido martirizado no tempo do imperador Nero, na cidade de Chipre, onde ele seria bispo. Essa notícia veio do século VI e tomou consistência no ano 900, quando o imperador Leão VI, o Filósofo, fez transportar as relíquias de Lázaro de Chipre para Constantinopla.

Antigos afrescos encontrados na ilha de Chipre parecem confirmar a presença de Lázaro em Chipre. Não tem nenhum fundamento a narração segundo a qual Lázaro e suas duas irmãs teriam sido jogados sobre uma barca sem remo e sem leme, e deixados assim à mercê das ondas, que teriam empurrado a barca até Provença.

Na Idade Média tornou-se o padroeiro dos leprosos pela associação errada feita com seu homônimo narrado na parábola do pobre Lázaro e o homem Rico, conforme capitulo 16 de Lucas.

ILUMINAÇÃO BÍBLICA EM NOSSA VIDA

No capitulo 11 do Evangelho de João, versículo 5, lemos que “Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro.” Eles eram amigos de Jesus e Jesus era amigo deles. A casa deles era um refúgio para Jesus, quando ele ia a Jerusalém. Falando de Lázaro e de suas irmãs, nos lembramos de que Jesus é também amigo de cada um de nós. E o que vem a ser a verdadeira amizade?

Podemos meditar hoje no valor dos amigos. Lemos em Eclesiástico 6,14-16: “Amigo fiel é refúgio seguro: quem o encontrou, encontrou um tesouro. Amigo fiel não tem preço; não há medida que avalie o seu valor. Amigo fiel é um elixir de longa vida; os que temem o Senhor o encontrarão.”

Melhor ainda os que podem ter a mesma felicidade de São Lázaro, que é ter Jesus como verdadeiro amigo.

Ano C – 3º Domingo do Advento – Reflexão

TEMA: CONVITE À ALEGRIA.

  1. O Natal de Jesus se aproxima. A preparação para a festa fica carregada de esperança e alegria, justamente porque a salvação prometida está para chegar.
  2. Mas não seria egoísmo encher o coração de alegria quando, olhando em volta, nos deparamos com um mundo triste, em guerras, injusto e cheio de sofrimento? Nossa própria Igreja às vezes nos impõe alguns fardos pesados, parecendo mesmo injustos e excludentes. Como encaixar alegria em meio a tanta angústia e sofrimento?
  3. Nossa vivência comunitária refletirá a grandeza de nosso coração: se o enchemos de tristeza, destilaremos angústias; se nele colocamos alegria, faremos grandes realizações. A escolha é sempre nossa: medo ou coragem; desespero ou esperança, tristeza ou alegria.
  4. Deus está conosco E ISTO BASTA; então, não podemos ficar tristes e nem ter medo. ALEGREMO-NOS, SEMPRE, EM TODA SITUAÇÃO! SOMOS GENTE DE FÉ!

1ª. LEITURA (Sofonias 3,14-18a):

14Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal.
16Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, 18acomo nos dias de festa”.

  1. Sofonias convida Jerusalém: ela deve cantar de alegria, rejubilar, alegrar-se e exultar-se. Afinal:
    •  Deus perdoou os pecados do povo;
    • Deus vai se colocar no meio do povo;
    • Deus vai afastar os inimigos do povo.
    • Deus, ele mesmo, vai ficar exultante de alegria por estar no meio de seu povo.

SALMO (Isaias 12,2-3.4bcd.5-6)):

“Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel.”
Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;/ o Senhor é minha força, meu louvor e salvação./ Com alegria bebereis no manancial da salvação,/ e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor.

Invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas,/ entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.

Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos,/ publicai em toda a terra suas grandes maravilhas!/ Exultai cantando alegres, habitantes de Sião,/ porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”

      1. Deus é nossa força e realiza prodígios entre nós.

2ª. LEITURA (Filipenses 4,4-7):

Irmãos: 4Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. 5Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! 6Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. 7E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus.

      1. A segunda leitura segue a mesma linha de convite à alegria porque o Senhor está próximo, vivendo dentro da comunidade.
      2. É confortante saber que Paulo estava preso quando escreveu esta carta. Isso não mudou seu coração: ele pede aos filipenses que vivam a alegria do Senhor, praticando a bondade e a oração.

EVANGELHO (Lc 3,10-18)

Naquele tempo, 10as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?”
11João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” 12Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?” 13João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. 14Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”
João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!” 15O povo estava na expectativa e todos perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. 17Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”. 18E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa Nova.

João Batista oferece regras de vida para quem deseja se encontrar com Jesus. Está aí o início da preparação dos terremos para o Senhor: a conversão e a mudança de vida, pessoal e da comunidade como um todo:

  • Partilhar até nas coisas fundamentais, como vestimenta e alimentação.
  • Evitar tirar proveito através da corrupção. Por exemplo: os soldados de Herodes e os coletores a serviço do império devem trabalhar com honestidade, respeitando o povo e não abusando de sua força como grupos privilegiados.

A marca, o sinal da conversão é ser batizado, é dizer eu quero e aceito participar desse processo.

Mas o verdadeiro Batismo acontecerá depois, quando vier o Messias:

  • Ele já está chegando.
  • Ele é forte, mais forte que João Batista.
  • João não se julga digno nem de desatar as sandálias dele.
  • Ele vai batizar com o Espírito Santo e com fogo.

NOSSAS ESCOLHAS:

  1. Conversão é mudança de vida, de valores, de referências, de comportamentos. Podemos fazer escolhas boas e más. Quais as consequências quando escolhemos a sensualidade, o poder, a riqueza e a exploração de pessoas e coisas?
  2. Desprendimento, prática da bondade e da justiça.
  3. Confiança e alegria: prática da oração.
  4. E EU, JOÃO BATISTA, QUE DEVO FAZER?

Rever a vida

1.- Minha Pessoa

1.1.- Meu passado

  • Sofrimentos
  • Alegrias
  • Limitações
  • Família
  • Amigos

1.2.- Meu Presente

  • Vazio
  • Frustrações
  • Realizações

1.3.- Meu Futuro

  • Medo
  • Insegurança
  • Desejo de felicidade
  • Incertezas (como será?)

2.- Os outros em minha vida.

  • Os mais perto de mim
  • Meu relacionamento com eles
  • Meus afetos
  • Desafetos
  • Família
  • Amigos

3.- Deus

  • Como descobri Deus
  • Quem é ele
  • Sou-lhe agradecido
  • Vivo em comunhão com ele

Refletir
1. Estou feliz, realizado?
2. Estou preocupado, amargurado, apreensivo?
3. Tornar a meditação em oração
4. Qual a urgência para minha conversão?
5. O que preciso transformar em mim?

Quem é Cristo para mim?

1. Quem nos separa do amor de Cristo ( Romanos 8, 35-39 )

2. O que é o tempo para mim?

  • Peso?
  • Suavidade?
  • Frescor?
  • Ternura?
  • Salmo 102, 15 – Apoc. 21, 4
  • Internalizar
  • O ciclo da vida humana : salmo 89 e 38
  • Fragilidade: o que vale a vida?
  • Pequenez: sou pequeno diante do cosmo.
  • Brevidade: já tenho 80 anos
  • Mistério: como será o amanhã

3. Meu relacionamento com o outro.

  • Sou transparente?
  • Sou amigo, fraterno?
  • Dedico-me ao outro?

4. A verdade: Deus me ama

  • Sinto sua presença amorosa?
  • Sinto paz?
  • Deus ama a todos
  • Deus prefere cada um individualmente
  • Fazer sua entrega
  • Romanos (8, 35-39)
  • Quem nos separará?

O Silêncio

1.- Relação silêncio / oração

  • Criar comunicação, sintonia*  Homem       Deus
    *  Homem       Homem
     
  • Diálogo de amor
  • Trato amoroso
  • Presença amorosa
  • Para orar: entrar, fechar, passar a chave.

2.- Diferentes tipos de silêncio:

2.1.- Da língua

  • Mortificar
  • Calar
  • Não falar

2.2.- Da ação

  • Muito fazer
  • Excesso de atividade
  • Falta de tempo
  • Corre-corre

2.3.- Silêncio interior

  • Entrar em si mesmo
  • Recolher-se
  • Ouvir ressonâncias do espírito
  • É o mais importante
  • O silêncio interior deve levar ao silêncio exterior
  • O nosso silêncio deve respeitar o silêncio do outro, principalmente comunidade.
  • O silêncio leva à contemplação de todas as coisas. 

3.- Ser silêncio ou fazer silêncio  –  Motivações do silêncio

3.1.- Silêncios negativos

  • Refúgio
  • Fuga
  • Fechamento

3.1.1.- Silêncio do Emburrado

  • Ambiente pesado
  • Nervoso silencioso
  • Auto – marginalizado
  • Rompantes
  • Palavras duras e pesadas

3.1.2.- Silêncio do Ciumento

  • Não pode ter o outro só para si
  • Se fecha
  • Solidão

3.1.3.- Silêncio da covardia

  • Vê injustiças e se cala
  • Medo
  • Perda de prestígio
  • Bajula

3.1.4.- Silêncio do oprimido

  • Exploração
  • Aceita porque não tem outro jeito

3.2.- Silêncios Positivos

  • Fecunda
  • Espalha alegria
  • Respeita
  • Ama
  • “Ser” silêncio para o outro “ser” palavra

3.2.1.- Silêncio de Amor

  • Fala sem palavras
  • Atitude da mãe que amamenta
  • Mãe diante do berço do filho
  • Parar diante do mistério do amor
  • No amor o silêncio vale mais que a palavra
  • Silêncio que esconde a palavra

3.2.2.- Escutar o silêncio

  • Leva à comunhão com Deus, com o outro e consigo mesmo
  • O orante que se faz silêncio não quer mais falar.
  • O silêncio gera calma, paz
  • Privar-se de palavras quando se está diante do Senhor
  • Ouvir o próprio silêncio

3.- Se fazer silêncio é difícil, ser silêncio é muito mais.

  • Ser contemplativo, ser místico, sem vontade de falar
  • Aventura da busca de Deus
  • Escutar os gemidos do Espírito
  • Os místicos, os mestres da espiritualidade:
    • Santa Bernardo
    • Santa Tereza D’Avilla
    • São João da Cruz
    • Santa Terezinha
    • Santo Agostinho

4.- Frutos maduros da árvore do silêncio.

  • O silêncio me convida a sair do barulho e criar comunhão com Deus, com o outro, comigo mesmo.

Experimentar o perdão de Deus

1.- O amor de Deus é gratuito

  • Consciência não tanto da culpa, mas de ser perdoado
  • Consciência de que Deus é misericordioso

2.- Experimentar que o Pai me perdoa

  • Fundamento do perdão: Cristo mediador.
  • A volta ao Pai: não é tanto o elenco de faltas, mas a confiança no amor de Deus.

3.- Experimentar que perdoo meu irmão.

  • Passar na memória os que foram causa de meu sofrimento, injustiça, incompreensão.
  • Experimentar a alegria de Deus em mim.

4.- Sou capaz de pedir perdão?

5.- Sou capaz de me perdoar?

6.- Igreja – sacramento.

O matrimônio

  1. A comunicação: Eu – outro; mundo – Deus
  2. Sacramento: conceito
    • Iniciação: batismo e crisma
    • Libertação: confissão e unção
    • Serviço: ordem e matrimônio
    • Amor: Eucaristia
  3. Matrimônio
    • Sacramento da vida familiar
    • Santificação a dois
    • A Igreja
    • O Estado
  4. Ameaças, perigos que atacam o casamento
    • falsa imagem da mulher
    • falsa imagem do amor
    • ausência de dignidade da mulher
    • aborto
    • problemas econômicos, culturais, morais, …
  5. Quem o celebra
  6. Rito litúrgico
  7. Processo
  8. Recomendações
  9. Ideal cristão de vida familiar
    • Participar da comunidade

O Deus chamado Jesus Cristo

1.- Ele nos revela seu mistério

  • É homem de verdade

  • Tem qualidades humanas

  • Deixar-se envolver pela bondade dele

    • Leprosos

    • Mulher encurvada

  • Perceber sua sensibilidade

    • Estética

      • Lirios e pássaros

    • Moral

      • Óbulo da viuva

    • Delicadeza com pessoas

      • Mulher adúltera

  • É Deus de verdade

    • Maior de todos (Moisés, Davi, Salomão, João, Profetas)

    • Autoridade sem lei (pedra, carne)

      • Fez milagres no Sábado

    • Atua sem medo (perdoa, cura, afirma unidade com o Pai)

  • Crer em Cristo é aceitar que Deus me ama..

2.- Missão de Cristo

  • Apresentar a salvação que Deus quer dar ao homem.

  • Reconciliar o homem com o Pai

  • Anunciar o Reino

    • Justiça

    • Fraternidade

  • Criar amor dos homens entre si

Maria

Lc 1,  26 – 38  

  

Lc  1, 39 – 45

Anunciação                    Questiona                         Visitação                       
Deus   É humilde  Outro
Escrava   Toma consciência   Magnificat
Diz sim   Serviço   Torna-se escrava

  Foi capaz de:

  • Guardar tudo no coração  – Lc 2,19 – 2,51
  • Façam tudo o que ele disser  –  Jo 2, 1-12
  • Filho, eis tua mãe  –   Jo 19, 25 – 27 

Entrega ao Pai

1.- Deserto Espiritual / Geográfico

  • Lugar onde Deus fala (VT)
  • Lugar dos questionamentos
  • Lugar de combate do mal
  • Padres da Igreja precursores de homens apaixonados pelo absoluto
  • Silenciaram mente e coração
  • Dedicação exclusiva a Deus

2.- Deserto Interior

  • Sai da escravidão da paixão
  • Para ser livre precisa:
  1. Ser paciente
  2. Saber caminhar
  3. Não queimar etapas
  4. Saber ir em frente
  • É experiência pessoal
  • Ficar atento a ela
  • Deserto interior = a cela do monge
  • Estado de escuta

Quando se está na busca do absoluto se sofre, porque se coloca todas as forças nessa direção. Vencida esta etapa, o homem não fala mais de Deus, fala a Deus. Cala-se diante do inefável.

Deus é absoluto
Entregue-se a ele
Ele é só o que importa

No deserto interior não se aflige vendo as distrações, os prazeres que o outro vive.