LITURGIA – 22/01/2013

REFLEXÃO:

O DOMINGO CRISTÃO É PARA MIM APENAS OCASIÃO DE DESCANSO? OU POSSO DIZER QUE O MEU DOMINGO É DIA ESPECIAL DE SANTIDADE?

Deus pede adesão radical à vontade dele. Oferecer coisas e celebrar rituais é expressão disso, mas viver essa opção de maneira radical vai além dessas duas manifestações. Deus, na plenitude do seu ser, perdoa, ama e cuida de sua obra criada. Dele recebemos tudo, começando pela própria vida. Ele espera que aprendamos a amar como ele nos ama.

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LITURGIA – 21/01/2013

REFLEXÃO:

JESUS É O VERDADEIRO SUMO SACERDOTE: enviado por Deus, assumiu a natureza humana e, com sua morte e ressurreição, restabeleceu nossa ligação com a Trindade. Aos sacerdotes, sem se esquecerem de sua própria condição pecadora, cabe a missão de acolher e ajudar as pessoas na busca de santidade.

O autor da Carta aos Hebreus quer reanimar a fé de quem já aderira ao cristianismo mas que, por pressões da vida, se via envolto em dúvidas. Ele quer reforçar o messianismo de Jesus e dar sentido à “loucura da cruz”. Como considerar vitorioso alguém que invoca a Deus e acaba morrendo crucificado? São Paulo ensina aos Coríntios que Deus confunde os sábios com a loucura da cruz, usando o que o mundo considera fraqueza para destruir o que esse mesmo mundo considera importante e valoroso. Grande é o que aprende a servir. E Jesus demonstrou isso vivendo com extrema fidelidade ao Pai e profunda solidariedade ao ser humano.

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LITURGIA – 20/01/2013

REFLEXÃO:

TEMA: A PRESENÇA DE JESUS NAS FESTAS DE NOSSAS FAMILIAS.

A partir do Profeta Oséias, a ligação de Deus com seu povo passou a ser vista como um casamento: Deus é o esposo, o povo é a esposa. Deus é um esposo absolutamente fiel e que ama sua esposa com tanta intensidade que as infidelidades dela não conseguem diminuir a intensidade desse amor. O tempo de Oséias foi de paz e prosperidade para o povo judeu, nos reinos do norte e do sul. Mas foi também tempo de infidelidades: cultuaram Baal, fizeram alianças políticas com reis exploradores. Um tempo de ambições desmedidas, de reis que não respeitaram a Deus e não cuidaram do povo. Mas Oséias insiste em falar do amor de Deus ao seu povo, e o compara ao grande amor de um esposo por sua esposa infiel. Mesmo amado por Deus, más escolhas levaram o povo judeu a sofrer o domínio babilônico, com a destruição de Jerusalém.

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LITURGIA – 19/01/2013

REFLEXÃO:

A PALAVRA DE DEUS É PODEROSA E TRANSMITE PODER, O PODER DE SERVIR.

Na liturgia de ontem a Carta aos Hebreus nos convidou a refletir sobre o verdadeiro sentido da cura do paralítico. Jesus não fez um espetáculo público para buscar notoriedade. Ele curou o paralítico para que os fariseus aceitassem que ele era o Messias, o Filho de Deus, com o poder de perdoar pecados. Acreditando nisso, a Palavra de Jesus assume força divina.

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DESAFIO MISSIONÁRIO

COMO É SER MISSIONÁRIO OU MISSIONÁRIA? Ser missionário não é missão só de padres. Ser missionário é convite de Jesus a todos os seus discípulos, é compromisso da Igreja e Igreja é cada um de nós, Igreja somos todos nós. Ser missionário não é apenas se integrar a missões amazônicas e africanas. Ser missionário é percorrer o desafiador caminho de sair de você, de largar seu cômodo cantinho quente ou refrescante e partir para o encontro com o outro, o diferente de você, o desorganizado, o triste, o faminto, o abandonado, o excluído, o preso, o drogado, o marginal, o chato, o ladrão, o assassino, o estuprador, o político sem escrúpulos, o juiz inícuo, o corrupto, o corruptor, o absurdamente egoísta, que só pensa levar vantagem em tudo.

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LITURGIA – 18/01/2013

REFLEXÃO:

ESTAMOS SOB O DOMÍNIO DO CONSUMISMO EGOISTA E DESCONTROLADO. Isso nos lembra que um dos pontos de nossa reflexão de ontem foi o REPOUSO NO SENHOR. Fizemos referências ao “descanso de Deus, após contemplar sua obra criada, no sétimo dia da criação” (Hebreus 4,4). Para o judeu esse repouso seria ter a posse e o domínio tranquilo da terra; para nós significa ganhar a vida eterna. Este mesmo versículo 4 nos remete ao salmo 95, sobre “a ira de Deus diante da infidelidade do povo”, tão grande que fez com que a geração incrédula não entrasse na terra prometida. Esse prêmio ficou reservado para os filhos e filhas deles.

A página de Hebreus hoje começa com esse alerta, para que não percamos oportunidades que nos forem oferecidas para repousar no Senhor, como resultado de nossas boas obras. Essas oportunidades estavam sendo perdidas pelas primeiras comunidades, ao duvidarem da condição messiânica de Jesus, em momentos de dificuldades. Elas estavam repetindo a reação do povo do Êxodo em Meriba e Massa. Os convertidos ao cristianismo estavam se lembrando, com dúvidas e saudades, do judaísmo e/ou do paganismo, daí o alerta do autor da Carta aos Hebreus (na verdade, Carta a essas comunidades cristãs). O apelo foi para que se reanimassem, renovassem suas esperanças e mantivessem sua fidelidade ao evangelho, à boa nova trazida por Jesus.

Esse mesmo risco corremos nós neste século XXI, quando nos sentimos como que sufocados por angústias e necessidades, todas elas frutos de nossas más escolhas e de nosso consumismo egoísta sem medidas.

A cena evangélica da cura do paralítico dá início a algumas controvérsias entre Jesus e os opositores de seu tempo. Aqui se discute o poder de curar e o poder de perdoar pecados. O cenário continua sendo Cafarnaum, talvez ainda na casa de Pedro e André.

 Os doentes são trazidos para serem curados por Jesus. Um paralítico vem carregado em sua cama, como sinal da generosidade das pessoas que se sensibilizaram com seu drama. Mas, outra vez, a multidão atrapalha, impedindo que pessoas se aproximem de Jesus.

 A solução difícil, mas criativa, foi descer o paralítico pelo telhado. E isso é feito. E mais uma vez Jesus nos espanta com suas reações. Ele sente a fé do paralítico e das pessoas que o carregavam mas, antes de curá-lo fisicamente, ele perdoa os pecados do paralítico, restaurando sua vida espiritual. Jesus sabia que não bastava curar a paralisia física daquele homem, ele precisava ser curado de sua paralisia espiritual.

 A cura da paralisia física não tem o sentido de milagre, de algo espetacular, publicamente grandioso. A cura física foi usada para testemunhar que Jesus era o Messias, era o Filho de Deus e, portanto, ele tinha o poder de perdoar pecados.

 Portanto, não vamos nos prender a exterioridades cinematográficas, mas ao grande milagre do amor de Deus por nós, que nos dá a vida e nos ajuda a alimentar nossa esperança de que é vida para sempre nas graças do Pai gerador de vidas e de curas.

1ª. LEITURA – (Hebreus 4, 1-5.11):

Irmãos, 1tenhamos cuidado, enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. 2Também nós, como eles, recebemos uma boa nova. Mas a proclamação da palavra de nada lhes adiantou, por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinham ouvido, 3enquanto nós, que acreditamos, entramos no seu repouso. É assim como ele falou: “Por isso jurei na minha ira: jamais entrarão no meu repouso”. Isso, não obstante as obras de Deus estarem terminadas desde a criação do mundo. 4Pois, em certos lugares, assim falou do sétimo dia: “E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras”, 5e ainda novamente: “Não entrarão no meu repouso”. 11Esforcemo-nos, portanto, por entrar neste repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência.

SALMO 77:

REFRÃO: Não vos esqueçais das o­bras do Senhor!

Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, à nova geração nós contaremos: As grandezas do Senhor e seu poder. R:

Levantem-se e as contem a seus filhos, para que ponham no Senhor sua esperança; das obras do Senhor não se esqueçam, e observem fielmente os seus preceitos. R:

Nem se tornem, a exemplo de seus pais, rebelde e obstinada geração, uma raça de inconstante coração, infiel ao Senhor Deus, em seu espírito. R:

EVANGELHO (Marcos 2, 1-12)

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

LITURGIA – 17/01/2013

REFLEXÃO:

Creio em Deus mas minha casa parece uma filial do inferno. Quanta gente diz isso hoje e, pior, efetivamente vive essa realidade. A liturgia de hoje está cheia de contraditórios. Vejamos a página evangélica:

  • Jesus acolhe o leproso, estendendo-lhe a mão; após curá-lo, manda que ele vá embora LOGO.
  • Jesus diz ao leproso, COM FIRMEZA, que ele não fique falando de sua cura; no entanto, o leproso sai falando e contando para todo o mundo.
  • O leproso era excluído e agora é anunciador público dos poderes de Jesus.
  • Jesus contraria a Lei, tocando o leproso com a mão; em seguida manda que ele CUMPRA A LEI, oferecendo o sacrifício estipulado pela Lei de Moisés para certificar a cura junto ao sacerdote.
  • Por causa disso Jesus não podia mais ir às cidades, ficava de fora retirado; mas vinha gente DE TODA PARTE para falar com ele.

 Há verdadeiro clima de MISTÉRIO. Possivelmente o que Jesus quer nos dizer é que não convém ordenar nossa vida com base no ESPETACULAR, no MILAGRE, mas na simplicidade do ser e do viver. Quando teimamos em não viver assim, buscamos o PARAISO para nós e nossa família e acabamos trazendo o INFERNO para dentro de casa. Isso porque podemos viver “no mundo”, lugar de confusão e disputas mortais, mas tendo a paz de Deus, que só pode fazer morada dentro do coração das pessoas, longe do mundo. Enquanto não tomamos consciência de que a verdadeira paz só pode existir dentro de nosso coração, sofremos influência das guerras mundanas e nos deixamos dominar por essas disputas. APENAS UMA COISA NOS BASTA E FELIZ DE QUEM DESCOBRE E VIVE DE ACORDO COM ESSA DESCOBERTA: TER DEUS DENTRO DE SEU CORAÇÃO, EFETIVAMENTE.

 Quando vamos a Jesus conscientes de nossa pequenez, buscando ajuda, como o leproso, ele nos acolhe, nos cura e passa a viver em nosso coração porque damos a ele abertura para isso. Quando vamos a ele como “multidão desorientada”, somente querendo ver milagres e espetáculos, ele se afasta. Não tem como amar multidão, só podemos amar pessoas, indivíduos.

 A página da Carta aos Hebreus está nesta mesma linha de contraditórios, de falta de objetividade, de confusão. Há muitas citações bíblicas, muitas repetições, como que de propósito, NÃO para nos confundir, mas para nos alertar que precisamos colocar a simplicidade em nossa vida. O povo que é tirado do Egito morre no deserto sem chegar à Terra Prometida. O próprio Moisés não ATRAVESSA O RIO, vê a Terra Prometida somente de longe, do alto da montanha. Uma geração de infiéis atestando que o ALCANÇAR O REPOUSO do Senhor requer fidelidade. Ficar diante da Terra Prometida não significa que você está preparado para viver nela. Você não pode permanecer na infidelidade de Meriba, você precisa acolher a voz de Deus, HOJE, não pode ficar sonhando com as panelas de carne do Egito.

 O repouso do Senhor é o repouso do sétimo dia da criação. Deus parou, olhou para sua obra, viu que era boa e descansou: este foi o sétimo dia, o dia do descanso do Senhor. Para que entremos no repouso do Senhor temos primeiro que construir uma obra boa com nossa vida. Parar, olhar para trás na nossa vida, e sentir no coração a paz de ter cumprido a nossa missão. Quem vive e planta fidelidade repousa na esperança.

 Há muitos desafios, muitos propósitos, há como que uma luta surda entre Moisés e Jesus, entre a Lei Antiga e a Nova Lei. Jesus é a NOVA LEI, A LEI DO AMOR, A LEI DA LOUCURA DA CRUZ, ONDE APRENDEMOS A PERDOAR, A AMAR E A SERVIR. A PARTIR DE JESUS SÓ EXISTE UMA LEI E ELA É UNIVERSAL: É A LEI DO AMOR, A LEI DE NOS AMARMOS UNS AOS OUTROS, DO JEITO QUE ELE NOS AMOU.

 A Carta aos Hebreus foi escrita para COMUNIDADES QUE SE SENTIAM CONFUSAS, PERDIDAS MESMO. Não sabiam se continuavam cristãos, se voltavam para o judaísmo ou para o paganismo. Eram comunidades que começavam a conviver com as primeiras heresias. Hebreus é um livro escrito para quem já tem fé mas está em dúvida. Ela foi escrita para alimentar a esperança e aumentar a fé que já existe. Ela foi escrita para que o crente tenha mais e mais consciência de que sua vida deve se assentar nos dois baluartes que sustentaram Jesus: FIDELIDADE ABSOLUTA AO PROJETO DO PAI e SOLIDARIEDADE LOUCA E ABSURDA AOS IRMÃOS E IRMÃS.

1ª. LEITURA – (Hebreus 3, 7-14):

Irmãos, 7escutai o que declara o Espírito Santo: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, 8não endureçais os vossos corações, como aconteceu na provocação, no dia da tentação, no deserto, 9onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, 10embora vissem as minhas obras, durante quarenta anos. Por isso me irritei com essa geração e afirmei: sempre se enganam no coração e desconhecem os meus caminhos. 11Assim jurei na minha ira: não entrarão no meu repouso”. 12Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo. 13Antes, animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser “hoje”, para que nenhum de vós se endureça pela sedução do pecado – 14pois tornamo-nos companheiros de Cristo, contanto que mantenhamos firme até o fim a nossa confiança inicial.

SALMO 94:

REFRÃO: Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os vossos corações.

Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. R:

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”. R:

Quarenta anos desgostou-me aquela raça e eu disse: “Eis um povo transviado, seu coração não conheceu os meus caminhos!” E por isso lhes jurei na minha ira: “Não entrarão no meu repouso prometido!” R:

EVANGELHO (Marcos 1,  40-45)

Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

CORAGEM! LEVANTA-TE! ELE TE CHAMA!

Nesta reflexão vamos passar pelos cincos aspectos fundamentais do processo de formação do discípulo missionário: o chamado de Jesus, a descoberta, a opção fundamental, a comunhão fraterna e a missão.

Primeiro passo: O encontro com Jesus e o convite para segui-lo resultou na comunidade dos primeiros discípulos. O desafio é aceitar o seu chamado: SIGA-ME. Simão, André, Tiago, João, Mateus foram os primeiros discípulos a serem chamados. Eles largaram tudo imediatamente e seguiram o Mestre. O que será que eles viram em Jesus de tão irresistível?

VOCE TAMBÉM FOI CHAMADO. VOCÊ SE LEMBRA DE TER OUVIDO ESSE CHAMADO? ATENDEU A ESSE APELO? FEZ ISSO IMEDIATAMENTE?

Segundo passo: “QUEM DIZEM AS PESSOAS QUE EU SOU?” Todos querem saber quem é Jesus. Ele mesmo quer saber o que pensamos dele. Em nossas comunidades há muitos questionamentos, muitas respostas, mas também muitas dúvidas. Para descobrir quem é Jesus é preciso conhecer suas palavras, seus ensinamentos, suas escolhas, seu modo de viver.

TENHO PROCURADO CONHECER JESUS? O QUE JÁ DESCOBRI SOBRE ELE? QUEM É JESUS PARA MIM?

Terceiro passo: O cego Bartimeu gritava buscando Jesus. As pessoas à volta dele insistiam para que ele parasse de gritar. Até que alguém veio e lhe disse: “CORAGEM! LEVANTA-TE! ELE TE CHAMA!” Bartimeu se levantou e até se esqueceu de seu manto. Afinal, Jesus o chamava. Era a oportunidade que ele tinha para voltar a enxergar. Ele deixou de lado sua vida e sua segurança para se encontrar com Jesus. Afinal, a condição para seguir Jesus é largar tudo, sair da zona de conforto e segurança, não fazer conta de conceitos e pre-conceitos e se colocar disponível e disposto para doar a própria vida.

VOCÊ LARGOU TUDO PARA SEGUIR O MESTRE? OU AINDA ESTÁ AGARRADO A SEU BARCO OU A SUA BANCA DE IMPOSTOS? VOCÊ AINDA RESISTE, IMPONDO CONDIÇÕES PARA ESSE SEGUIMENTO? QUER PRIMEIRO ACABAR DE ARRUMAR SUA VIDA?

Quarto passo: Jesus deixou bem claro que estava dando vida a uma comunidade de servidores. Seguir Jesus significa estar disposto a viver a comunhão fraterna: perdoando, amando e servindo. “QUEM QUISER SER O MAIOR ENTRE VÓS SEJA AQUELE QUE VOS SERVE E QUEM QUISER SER O PRIMEIRO ENTRE VÓS SEJA O ESCRAVO DE TODOS. POIS O FILHO DO HOMEM NÃO VEIO PARA SER SERVIDO, MAS PARA SERVIR E DAR A VIDA EM RESGATE POR MUITOS”. E disse mais: “CUIDADO QUANTO A VÓS MESMOS! SEREIS ENTREGUES AOS TRIBUNAIS E CASTIGADOS NAS SINAGOGAS; COMPARECEREIS DIANTE DE GOVERNADORES E REIS, POR MINHA CAUSA, DE MODO QUE DAREIS TESTEMUNHO DIANTE DELES.” Além de se tornar servidor, você ainda corre o risco de ser perseguido e excluído.

MESMO ASSIM VOCÊ ESTA DISPOSTO A SEGUIR O MESTRE? OU VAI FUGIR QUANDO A SITUAÇAO SE COMPLICAR? VOCÊ TEM MEDO DO JULGAMENTO DO MUNDO? COMO VOCÊ TEM ENFRENTADO OS CONTRATEMPOS? FICA COM MEDO? PERDE A FÉ? PENSA EM LARGAR TUDO? OU ESTÁ FIRME NA SUA OPÇÃO?

Quinto passo: Jesus foi morto e ressuscitou três dias depois, como ele mesmo havia dito a seus discípulos. Ele fizera sua parte e contava agora com os discípulos para dar continuidade à comunidade criada por ele. JESUS APARECEU AOS ONZE DISCÍPULOS, ENQUANTO ESTAVAM COMENDO. ELE OS CRITICOU PELA FALTA DE FÉ E PELA DUREZA DE CORAÇÃO, PORQUE NÃO TINHAM ACREDITADO NAQUELES QUE O TINHAM VISTO RESSUSCITADO. E DISSE-LHES: “IDE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI A BOA NOVA A TODA CRIATURA!” Esta é a sua missão: testemunhar, perante o mundo, que vale a pena pertencer à comunidade dos que seguem os ensinamentos de Jesus.

VOCÊ TEM VIVIDO DE ACORDO COM OS ENSINAMENTOS DE JESUS? ENTÃO SE PREPARE PARA OUVIR DELE AQUELA FAMOSA FRASE DITA POR ELE A TANTOS SEGUIDORES FIÉIS:. “A TUA FÉ TE SALVOU.”

LITURGIA – 16/01/2013

REFLEXÃO:

Em sua jornada histórica, a humanidade tomou conhecimento de sua fragilidade: fraqueza, doença, corrupção, medo da morte, incerteza do amanhã. A chegada de Jesus deu outra dimensão à natureza humana. Libertou-nos da morte, da escravidão do pecado e nos abriu-nos as portas do paraíso.

Jesus viveu suportado por dois pilares:

  • Fidelidade à vontade do Pai (Ele e o Pai são um);
  • Solidariedade humana (não existe maior amor do que doar a própria vida).

Nesse contexto, a Carta aos Hebreus revela um Jesus como verdadeiro sumo sacerdote, cuja missão é unir humano e sagrado. E com mais um detalhe: ele fez isso não apenas através de ritos e solenidades, mas vivendo na realidade da carne humana. Por isso nossa experiência religiosa precisa ir além de celebrações vazias e sem sentido. Nossa caminhada espiritual não pode se reduzir a viver ritos e rubricas, temos que colocar vida e coração em tudo isso: celebrar a vida e viver a celebração, eis um grande desafio.

Na página evangélica de hoje Marcos continua nos mostrando a vida de Jesus em Cafarnaum, em um sábado. Ontem ele nos lembrou a passagem de Jesus pela Sinagoga, onde cura alguém que estava dominado por um demônio. Hoje ele nos conta sobre a ida de Jesus, nesse mesmo sábado, para a casa de Pedro. Ele entra em casa, encontra a sogra de Pedro doente, com febre. Ele a cura e ela imediatamente de põe a servir a Jesus e seus discípulos. Quando “somos tocados” por Jesus nos tornamos servidores.

À tarde, depois do por do sol, “toda a cidade” vai para perto de Jesus e ele cura “todos os doentes”. Como era sábado, o povo só poderia carregar seus doentes após o por do sol, pois aí terminava o sábado e começava o domingo.

É interessante observar que Jesus não faz da sua ação curadora um espetáculo público. Ele “toma pela mão”, ele “toca com a mão” antes de curar, ele acolhe antes de curar. E pede para não ficarem espalhando, comentando, mas que guardem no coração as maravilhas que Deus opera na vida das pessoas.

E depois de tanto acontecimento bonito e cativante ele se afasta, vai rezar sozinho na montanha, vai conversar com o Pai, vai refazer suas forças porque sua missão é ir mais longe, a todos os lugares, fazendo de sua vida sinal da presença de Deus no meio do seu povo.

SEGUIR JESUS É VIVER COMO ELE VIVEU E FAZER O QUE ELE FEZ.

 

1ª. LEITURA – (Hebreus 2, 14-18):

14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

SALMO 104, 1-9:

REFRÃO: O Senhor se lembra sempre da Aliança.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! R:

Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! R:

Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. R:

Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. R:

EVANGELHO (Marcos 1,  29-39)

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

Mauro (Amaro) – 15/01

CONTEXTO HISTÓRICO

Nosso contexto histórico de hoje vai de 512 a 584. As igrejas tornaram-se cada vez mais monumentais. Justiniano construiu a catedral Hagia Sofia, em Constantinopla, que foi dedicada a Cristo como a “Sabedoria Santa”. Ela foi construída entre 532 e 537.

Dionísio Exíquo, um monge de Roma, por volta do ano 550, estabeleceu o moderno sistema de datas em que se passou a considerar o nascimento de Cristo como um marco histórico. A partir dele surgiu, pois, a referência antes e depois de Cristo. Hoje sabemos que o monge se enganou em alguns anos quando definiu a data de nascimento de Jesus.

O papa São Gregorio Magno deu à missa muito da forma que ela tem hoje.

O Monasticismo se firma como fonte de preservaçao do aprendizado da Sagrada Escritura e ponto de partida de missões evangelizadoras. Em 529, respondendo à crescente secularização da Igreja, Benedito de Nursia estabeleceu o Monastério de Monte Cassino e a Ordem Beneditina. As “Regras” de Benedito para os monges tornar-se-iam as mais influentes nos séculos futuros.

Contribuindo marcadamente para esse avanço monástico, viveu o santo que homenageamos hoje, Santo Amaro.

O SANTO

MauroMauro, o santo de hoje, é conhecido no Brasil sob o nome de santo Amaro. Ele nasceu em Roma, no ano 512, e foi filho único do senador Eutíquio e de Júlia, também da nobreza romana. Quando estava com cerca de doze anos, teve um sonho, onde uma voz lhe disse para entregar sua vida a serviço de Cristo. Interpretou como um chamado de Deus e comunicou aos pais seu desejo de ingressar num mosteiro.

Eutíquio era amigo do abade Benedito de Norcia, venerado pela Igreja como o “pai dos monges ocidentais”, e conhecido no Brasil como São Bento. Um dos trabalhos desenvolvidos por Bento era voltado para jovens que desejavam estudar e se aprofundar na fé. Eutíquio permitiu que o filho se tornasse discípulo do abade Bento. Junto com Amaro, foi também um primo seu de sete anos de idade, que mais tarde se tornou São Plácido.

Os meninos ingressaram no mosteiro de Subiaco. De acordo com São Gregório Magno lá aconteceu o seguinte fato: Certo dia, São Bento estava rezando, e Amaro executando suas tarefas diárias. Plácido, o primo monge, também filho de senador, do senador Tertulius, caiu no riacho quando foi buscar água e foi carregado pela correnteza. Orando em sua cela, São Bento viu o fato em espirito, e imediatamente chamou Amaro e o avisou que seu primo estava se afogando. Mandou que ele, então, corresse para salvar o primo. Amaro obedeceu e, no afã de salvar o companheiro, ele andou sobre as águas sem notar o fato e pegou Plácito pelos cabelos sem se afogar. Amaro atribuiu o milagre às orações de São Bento, mas o santo abade dizia que o milagre era devido à obediência do discípulo. Assim, foi que aconteceu o primeiro prodígio de Amaro, que salvou o primo, andando sobre as águas, como fez São Pedro para atender ao chamado do Mestre Jesus, andando sobre o mar da Galiléia. Diz a tradição que Tertulius deu a Bento o terreno em Monte Cassino, em agradecimento por ter salvo seu filho Plácido. Este é o local onde Bento construiu o seu primeiro monastério.

Amaro se tornou o discípulo predileto de São Bento e o acompanhou para o mosteiro de Montecassino, quando lá se fixaram, onde ele se tornou depois superior e administrador . Em 535, quando São Bento recebeu o convite para abrir um mosteiro sob as suas Regras na Gália, atual França, São Bento escolheu Amaro para a missão. Ele partiu, levando consigo três outros monges, entre os quais o monge Fausto, que mais tarde escreveu o livro “Vida de Amaro, abade”. O trabalho frutificou tanto que o mosteiro francês em Glanfeuil deu origem a uma cidade com o seu nome.

O monge Fausto, no seu livro, narrou que Amaro, aos setenta e dois anos, contraiu a peste, epidemia que havia se instalado no mosteiro, levando à morte uma centena de religiosos. Ele agonizou durante cinco meses, morrendo em 15 de janeiro de 584. Foi sepultado na igreja de São Martinho, a mesma em que costumava rezar. Atualmente suas relíquias estão na Cripta da Capela do mosteiro de Montecassino, na Itália. Mais duvidosas são as informações a respeito da vida de são Plácido. Consta que ele teria sido martirizado na Sicília, pelos sarracenos. A partir de 1962, o seu primo Plácido, que era recordado em 5 de outubro, passou a ser celebrado junto com ele, no dia 15 de janeiro.

ILUMINAÇÃO BÍBLICA EM NOSSA VIDA

Santo Amaro renunciou ao luxo e às mordomias da corte para viver austeramente em mosteiros, fazendo sacrifícios e se santificando, trabalhando como servo fiel de Jesus.

Celebrando Santo Amaro, meditemos hoje sobre o trechinho que podemos ler em Colossences 2,8: “Cuidai de que ninguém vos leve novamente à escravidão com filosofias falazes e vãs, fundadas em tradições humanas e não em Cristo”.

Santo Amaro definiu com clareza o caminho a seguir, pois optou por Jesus. Muitas pessoas se enchem do vazio porque colocam suas esperanças em idolos que se quebram e se desmancham. Reconheçamos nossa pequenez diante do mistério da vida e da Santíssima Trindade, colocando de lado o vazio e as ilusões.