São Francisco Borja – 10/10

CONTEXTO HISTÓRICO

O contexto histórico de hoje são os anos de 1510 a 1570. Mas vamos voltar um pouco mais, para nos lembrarmos da familia dos Borgia (ou, Borja). O clã dos Borgia surgiu em Valença, na Espanha, quase que junto com o século XVI. Movidos pela ambição, mas também pela fé, eles acabam chegando a Roma, cidade onde decisões são tomadas.

A família se encantou com o fausto e os esplendores da Renascença Italiana. Amavam a beleza, o luxo, o poder e as festas. Desta família sairam dois papas: Calisto III e Alexandre VI. Houve um general conquistador, César, e a irmã dele, Lucrécia, que hoje divide com Cleópatra uma história mesclada de verdades e mentiras, regada de poder e de prazeres.

Fervilhavam idéias reformadoras, principalmente as lançadas por Lutero, Calvino e Zwingli. Na Espanha, Carlos V é eleito imperador do Sacro Império Romano Germânico em 28 de junho de 1519. Inteligente e enérgico, com grande vontade de governar, percebia haver grandes obstáculos ao controle do enorme território de seu Império.A cristandade estava ameaçada internamente por divisões políticas e religiosas. Lutero combatia a Igreja de Roma, os turcos avançavam sobre os Bálcãs e o Mediterrâneo.

Mas é também da família dos Borgia, e na Espanha, que nasceu o santo de hoje: São Francisco Borja.

O SANTO

Francisco_BorjaFrancisco Borja nasceu em Gandia, Valência, a 28 de outubro de 1510. Era parente distante do Papa Alexandre VI e sobrinho do rei católico Fernando II, de Aragão e Castela. Foi educado dentro de princípios cristãos. Foi pagem do rei Carlos V, de quem se tornou amigo e confidente.

Casou-se aos 19 anos e teve oito filhos. Aos vinte, recebeu o título de marquês. Aos 29 anos se tornou vice-rei da Catalunha. Com bondade e correção, cuidou de seu povo. Os seus súditos e serviçais tiveram por ele a maior admiração. A História registra que sua administração foi justa, leal e cristã, marcada pela humildade, pela mortificação e por grande devoção à Eucarista e à Virgem Maria.

Apesar dessas atividades e de toda a sua responsabilidade na corte, ele, sua mulher e seus oito filhos se mantiveram constantes na oração e na prática sacramental. Em Barcelona encontrou são Pedro de Alcântara e o bem-aventurado Pedro Favre, da Companhia de Jesus. Este último encontro foi determinante para a sua vida futura, após a morte de duas pessoas a quem ele amou especialmente: sua esposa e seu pai. Com a morte deles, Francisco Borja decidiu se entregar totalmente ao serviço de Deus.

Em 1548, abdicou de todos os títulos, passou a administração ao filho herdeiro, fez votos de pobreza, castidade e obediência. Entrou para a Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio poucos anos antes, em 15 de agosto de 1534. A 26 de maio de 1551 celebrou sua primeira missa. Quando o papa o quis como cardeal, ele recusou. Mas não pode se furtar a assumir o cargo de Superior Geral da Companhia de Jesus.

Foi o fundador do primeiro colégio jesuíta em Roma, depois de outro em sua terra natal, Gandia. E foi fundando outros pela Espanha, no total de mais de vinte. Foi o responsável pelo envio das primeiras missões ao novo mundo, há pouco descoberto: a America. Defendeu com grande vigor as idéias originais dos jesuitas, impondo a todos a hora de meditação cotidiana.

Faleceu em Roma, no dia 30 de setembro de 1572. Beatificado em 1624, São Francisco Borja foi canonizado em 1671.

ILUMINAÇÃO BÍBLICA EM NOSSA VIDA

A vida de oração marcou a santidade de São Francisco Borja. Seu exemplo nos encoraja quando lemos em Efesios 6, 18: “Vivei em oração e em súplicas. Rezai em todo tempo no Espírito. Guardai uma vigilância contínua na oração e intercedei por todos os santos.”

O mesmo São Paulo nos diz em Filipenses 4, 4-7: “Alegrai-vos sempre no Senhor, repito: alegrai-vos. Vossa bondade seja conhecida de todos os homens. O Senhor está perto. Não vos inquieteis por coisa alguma. Em todas as circunstâncias apresentai a Deus vossas necessidades em oração e súplica, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda inteligência, haverá de guardar vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.”

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